sexta-feira, junho 8

O jogo da vida


Continuando com os puzzles, chego à conclusão que há um que não consigo mesmo resolver: O meu! As peças não encaixam... Aparecem tantas que me parecem não fazer parte do todo e faltam-me demasiadas...

De vez em quando, quando parece que o jogo não avança, vem alguém, ouço alguma coisa que junta dois blocos. Tudo, então começa a fazer sentido... Depois volta o impasse. Acho que as peças não saíram de grande qualidade e chego mesmo a duvidar que algum dia consiga ter uma imagem completa.

Por outro lado, não será esse o sentido da vida? Jogar o jogo de mim mesmo, percebendo que para me resolver tenho que fazer encaixar tudo o que me rodeia, dar um nexo ao envolvente, criando assim o espaço onde eu e só eu caiba de forma lógica? Apetece-me desfazer tudo e começar de novo. Mas porei as minhas peças de lado e começarei a trabalhar à minha volta. Os outros são mais fáceis; percebendo-os, terei o meu puzzle pronto.

6 comentários:

rascunhos disse...

Como te entendo Miguel!

...


Bom fim de semana

Margarida Atheling disse...

Conheço essa sensação! Muito bem!!
É mais fácil montarmos os puzzles de outra pessoas, e as outras pessoas montam sempre melhor os nossos.
Se calhar é por isso que precisamos uns dos outros, que somos ilhas com pontes!

Bjs!

Leonor disse...

Ás vezes até melhor não encontrar algumas peças, porque assim nunca deixas de te construir.

As peças que te faltam,devem estar ao lado dos parafusos!

Estou a brincar, claro...

malu disse...

Das minhas, gosto daquelas que às vezes precisamos inventar. Mas sem batota. Quanto mais difíceis, mais nossas, mais claro o esboço, mais nós.

Bjs.

Phil disse...

mesmo através dos outros, não há como escapar de nós ;)procurar lógica é que talvez seja uma batalha perdida! teria de ser um puzzle em movimento! o puzzle não vai ficar pronto, porque não és "quadrado"!! se ficasse, não havia lugar para a criatividade, a liberdade, a flexibilidade, o amor.. ;)e acho que tens essas gavetinhas todas, mais arrumadas ou menos , mais ou menos à mão, no "guarda-emoções" de ti :) (pelo menos, saltam aos olhos que te lêem!)

Rita Guerra disse...

Eu também acho que é melhor não encontrar as peças todas. O bom da vida é enquanto ainda existem coisas por descobrir porque depois, para mim, ela deixa de fazer sentido.