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06/06/2007
04/05/2007
I Hope You Dance (really!)
Não tanto pela música, muito mais pela letra, porque é isto mesmo que espero, que dancem...
I Hope You Dance
I hope you never lose your sense of wonder,
You get your fill to eat but always keep that hunger,
May you never take one single breath for granted,
God forbid love ever leave you empty handed,
I hope you still feel small when you stand beside the ocean,
Whenever one door closes I hope one more opens,
Promise me that youll give faith a fighting chance,
And when you get the choice to sit it out or dance.
I hope you dance....i hope you dance.
I hope you never fear those mountains in the distance,
Never settle for the path of least resistance
Livin might mean takin chances but theyre worth takin,
Lovin might be a mistake but its worth makin,
Dont let some hell bent heart leave you bitter,
When you come close to sellin out reconsider,
Give the heavens above more than just a passing glance,
And when you get the choice to sit it out or dance.
I hope you dance....i hope you dance.
I hope you dance....i hope you dance.
(time is a wheel in constant motion always rolling us along,
Tell me who wants to look back on their years and wonder where those years have gone.)
I hope you still feel small when you stand beside the ocean,
Whenever one door closes I hope one more opens,
Promise me that youll give faith a fighting chance,
And when you get the choice to sit it out or dance.
Dance....i hope you dance.
I hope you dance....i hope you dance.
I hope you dance....i hope you dance..
(time is a wheel in constant motion always rolling us along
Tell me who wants to look back on their years and wonder where those years have gone)
Lee Ann Womack
P.S.: Tomei uma decisão - Entre desiludir-me um pouco a mim próprio e desiludir (talvez bastante) aqueles de quem gosto, escolho a primeira. Aguentar-me-ei ...e espero dançar.
Escrito por
Miguel
à(s)
4.5.07
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30/04/2007
Varinha mágica
Deram ao meu filho um pequenino livro de magia. Ele começou a ler e já no fim da noite, perguntou-me:
- Pai, temos uma varinha mágica?
Eu, resolvi brincar e disse:
- Temos, pá... mas está guardada desde que o pai, sem querer, transformou aquela senhora num sapo feio.
Na altura ficámos por ali...Ele pensativo, eu sorridente com a "maldade" dita ao miúdo.
No dia seguinte fomos como de costume, os primeiros a acordar. Um beijo de bom dia e ele calmamente volta à carga:
- Ó pai, diz a sério... temos mesmo uma varinha mágica?
Faz-lhe falta a varinha, para os truques mas, creio que adormeceu e acordou a pensar no que o pai poderia ter feito à senhora.
Nesse mesmo dia, à tarde, à volta de uma grande mesa discutiu-se o "estado da Nação", as últimas peripécias da classe política, falcatruas de gente conhecida e incongruências da lusa sociedade. A Inês, que é a minha filha mais velha, escutou atentamente. Reparei porque não era costume. Habitualmente sairia e não aturava a conversa dos mais velhos. Mas, de regresso a casa e já dentro do carro, disse:
- Não vos percebo! Dizem tão mal de Portugal! Acham que existem muitos sítios melhores para se viver? Não é isso que vejo na televisão. Eu pessoalmente, acho que temos muita sorte de ter nascido aqui!
Foi uma pena que não o tenha dito ainda à mesa com toda a gente presente! A Inês, com um toque de magia em meia dúzia de palavras, mudou Portugal naquele exacto momento.
- Inês, faz-me um favor: Empresta a varinha mágica ao teu irmão.
Escrito por
Miguel
à(s)
30.4.07
15
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02/04/2007
De novo, o rio.
- Bom dia, senhor Rio. Com que então a descansar?
- Olá, bom dia…. É verdade; parei aqui para me encantar!
- Engraçado que diga isso, pois a mim parece-me o contrário. Os montes, as colinas, árvores, animais e pessoas estão aqui dispostos como que em bancadas para o admirar a si!
- A mim?!!! Disparate. Sou apenas água, que um dia corre com pressa, outro com mais tempo me deixo deslizar devagarinho. Como pode o que quer que seja, perder tempo a olhar para mim?
- Devolvo-lhe a pergunta, sr rio. Que raio está a ver e diz que o maravilha?
- Então não vê? Toda a natureza, nesta altura em festa, os animais em grupos a comer e conversar, as crianças ali ao fundo, o sol que ali cúmplice com as arvores produz sombras refrescantes e acolá ajuda a realçar as cores da relva e das flores…
- É verdade… mas nada disso seria o mesmo se o senhor não estivesse aí…É para si que convergem todos os olhares.
- Todos menos o meu, que é com o que me rodeia que me espanto todos os dias. Olhe ali, onde aquela árvore me veio abraçar… Consegue imaginar coisa mais terna?
- Por acaso pensei que fosse o senhor a abraçar a árvore.
- Bem, é verdade que também estou… Ninguém abraça o nada.
Com o silêncio exterior do local onde me encontro – e que alguns reconhecerão na foto – e o interior finalmente com tempo para ouvir, a mim e aos outros, “apanhei” esta conversa. Como um abraço encontra existência no outro, também o rio se complementa na paisagem que o rodeia e vice-versa. Também o ser humano precisa do outro para se maravilhar. Também eu, preciso de ti, para ser eu. Faça-se silêncio. Escute-se. Criem-se as condições para nos maravilharmos e por certo, alguém se espantará connosco.
Nota: Nokia e laptop em animada conversa bluetooth. Ligação por essa via à internet. Máquina digital e cartão SD partilhado por esta e pelo computador, fazem com que o post possa ter entrado aqui agora, e a foto tirada às 13:50 de hoje acompanhe o texto. Maravilhas da técnica mesmo em meio rural. Sem que perturbem o silêncio!
- Olá, bom dia…. É verdade; parei aqui para me encantar!
- Engraçado que diga isso, pois a mim parece-me o contrário. Os montes, as colinas, árvores, animais e pessoas estão aqui dispostos como que em bancadas para o admirar a si!
- A mim?!!! Disparate. Sou apenas água, que um dia corre com pressa, outro com mais tempo me deixo deslizar devagarinho. Como pode o que quer que seja, perder tempo a olhar para mim?
- Devolvo-lhe a pergunta, sr rio. Que raio está a ver e diz que o maravilha?
- Então não vê? Toda a natureza, nesta altura em festa, os animais em grupos a comer e conversar, as crianças ali ao fundo, o sol que ali cúmplice com as arvores produz sombras refrescantes e acolá ajuda a realçar as cores da relva e das flores…
- É verdade… mas nada disso seria o mesmo se o senhor não estivesse aí…É para si que convergem todos os olhares.
- Todos menos o meu, que é com o que me rodeia que me espanto todos os dias. Olhe ali, onde aquela árvore me veio abraçar… Consegue imaginar coisa mais terna?
- Por acaso pensei que fosse o senhor a abraçar a árvore.
- Bem, é verdade que também estou… Ninguém abraça o nada.
Com o silêncio exterior do local onde me encontro – e que alguns reconhecerão na foto – e o interior finalmente com tempo para ouvir, a mim e aos outros, “apanhei” esta conversa. Como um abraço encontra existência no outro, também o rio se complementa na paisagem que o rodeia e vice-versa. Também o ser humano precisa do outro para se maravilhar. Também eu, preciso de ti, para ser eu. Faça-se silêncio. Escute-se. Criem-se as condições para nos maravilharmos e por certo, alguém se espantará connosco.
Nota: Nokia e laptop em animada conversa bluetooth. Ligação por essa via à internet. Máquina digital e cartão SD partilhado por esta e pelo computador, fazem com que o post possa ter entrado aqui agora, e a foto tirada às 13:50 de hoje acompanhe o texto. Maravilhas da técnica mesmo em meio rural. Sem que perturbem o silêncio!
Escrito por
Miguel
à(s)
2.4.07
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